Antropologia

Tuesday, January 11, 2005

Transnacionalidade - varios autores

A etnicidade é um doas conceitos chave para trabalhar migrações mas a partir dos anos 90 nasce outra entrada que é a Transnacionalidade.
Transnacionalidade articula-se com a Globalização. E é uma importante chave para falar da desterritorialização e reterritoriaçlização sendo uma das evidências mais claras da dissociação entre cultura e território.

Transnacionalidade é evidencia de
· Globalização
· Desterritorialização e reterritorialziação
· Dissociação entre cultura e território

Linda Basch, glick shiller, szanton Blanc procuram fazer:
· Definição genérica de transnacionalismo
· Condições de emergência da Transnacionalidade
· Domínios fundamentais de Transnacionalidade

Definição genérica de transnacionalismo
· A maneira como os imigrantes possuem identidades mistas
· O seu envolvimento é forte com as duas nações
· Para estes autores os imigrantes têm dupla nacionalidade
· Têm parentes e amigos nos dois contextos
· Têm dupla fidelidade

Condições de emergência da Transnacionalidade

· Está ligado a uma fase determinada do capitalismo global
· Mobilidade de mão-de-obra
· O liberalismo económico
· As pessoas imigram por necessidade
· Tem mais a ver com a globalização e o sistema económico.

Domínios fundamentais de Transnacionalidade

· Económico. (transnacional típico é homem de negócios de comercio étnico ou de industria)
· Social (a mãe está em Bóston e acompanha os estudos dos filhos noutro local)
· Politico (esforços organizativos para manter paroquia, petições)

Levitt

Para se falar de comunidade transnacional tem de haver relação preferencial para as migrações a partir daqui forma-se um pólo de imigração e uma terra de origem.
Levitt fala de conceito de comunidade Transnacionalidade e Transnacionalidade e terra de origem

Para ser membro de uma comunidade Transnacionalidade é necessário:
· Não é preciso ser migrante basta estar em contacto e receber remessas ou através de influencia indirecta.
· Há remessas sociais e a influência dos imigrantes na forma de vida através da divulgação de objectos e valores (divorcio, democracia)
· Importância das organizações que atravessam fronteiras como as igrejas ou partidos políticos (falar do caso macedónio).
O transnacionalismo não tem só a ver com os migrantes mas também com a sociedade de origem.

Traços de concordância:

O carácter recente do transnacionalismo é estudado através dos processos migratórios e ser migrante é ser transnacional para todas as autoras

Não falam da etnicidade para Levitt é quase como se não existisse, para as outras é uma área muito armadilhada.

1. Os dois textos anteriores “pegy levitt e bacsh” defendem o carácter recente da Transnacionalidade no sentido em que esta se articula com a globalização
2. a ligação entre Transnacionalidade e migrações é estruturante (levitt)
3. A ligação entre a Transnacionalidade e a etnicidade

Nancy Foner
Põe em questão o quão novo é o transnacionalismo, acredita que já é antigo desde o inicio do sec passado com as migrações para os estados unidos, já antes haviam contactos e remessas e o lucro estava ligado com um projecto de regresso o que intensificava os contactos.

As diferenças entre o antigo e o moderno transnacionalismo
ü Contactos mais frequentes devido ás novas tecnologias
ü Moldura jurídica que facilita negócios e transacções
ü Invenção da dupla cidadania

O que mudou no fundo foram os códigos que permitem a intensificação do transnacionalismo. Quanto ao carácter absolutamente estrutural da ligação entre a Transnacionalidade e migrações contemporâneas afirma que se o transnacionalismo já existiu e a Transnacionalidade que fora deixara de ser então o transnacionalismo não será eterno e haverá um retorno ou uma assimilação, logo não é estruturante das migrações.
Há factores que prejudicam e favorecem na Transnacionalidade dai que os vínculos de diferentes comunidades sejam diferentes.

Tipos de transnacionalismo
· Se o emigrante parte e pretende regressar é mais étnico
· Se pretende ficar as relações transnacionais são mais fracas
· A rejeição de determinada sociedade migratória também aumenta as tendências transaccionarias e dificulta a assimilação

Resumo:
É um debate acerca de saber o quão moderno é o transnacionalismo. Argumenta contra glick shiller e szanton blank que o transnacionalismo não é algo novo, que já desde há 100 anos atrás era praticado pelos migrantes para os estados unidos que de lá estavam em contacto a homeland tanto por carta como por meio de remessas que mandavam. Por vezes também se deslocavam varias vezes de um local para outro. Muitas das vezes as remessas eram para pagar as passagens para a família mas quando havia um plano de regresso normalmente a família guardava as ditas para a posterior construção de uma casa na terra de origem. Assim aqueles que tencionavam voltar eram mais tradicionais. No entanto, a Transnacionalidade tem talvez mais elementos de carácter recente resultantes do desenvolvimento tecnológico que permitiu o encurtar das distâncias com uma maior proximidade através do telefone e do correio electrónico, rádios e televisões. Também a revolução dos transportes e as suas baixas nos preços possibilitam maior mobilidade espacial. Factores legislativos e políticos como a dupla nacionalidade vieram a facilitar a participação activa das pessoas nos dois contextos. Igualmente a assunção dos estados unidos como pais pluri-étnico e multicultural veio a facilitar a constituição de instituições e organizações que lutam pelos direitos de cada uma das diásporas.

O facto de se ser migrante não gera automaticamente transnacionalismo.

O transnacionalismo depende de situações concretas, depende das situações acima referidas.
Desta forma contesta os textos das outras autoras.

Tololyan
Há três zonas de debate
Questiona o vínculo entre migração contemporâneas e Transnacionalidade
As diásporas são ou não homogéneas
A Transnacionalidade e a etnicidade

1. Há a Transnacionalidade com carácter dual
2. Mas há também uma tendência sedentária nas pessoas

As pessoas precisam de criar novos laços e apegar-se ao local de destino. A Transnacionalidade é estruturante mas não muito pois existe uma lógica contrária.

A Transnacionalidade é uma tendência no interior das diásporas
· Há os assimilados
· Há os transnacionais---------------é uma das tendências
· Há os étnicos

A tendência étnica é quando o grupo esta em contacto mesmo que imaginado.

Há a diáspora visível e invisível
· Visível – articulada com os partidos e os media e movimentos.
· Invisível – é a maioria que não se vê.

Transnacionalidade e etnicidade
Os três autores consideram esta relação problemática e privilegiam a Transnacionalidade.

Tololyan fala de etnicidade compreendida em, dias categorias importantes

Transnacionalidade é:
ü Dupla pertença a redes e contextos
ü Ambiguidade estrutural do migrante
ü Recusa à fixação num grupo em detrimento de outro
ü É membro simultâneo de duas sociedades.

Etnicidade:
ü Encapsulamento da identidade num grupo preciso que se pode alimentar de semelhanças reais ou imaginarias com a terra de origem
ü Tentativa de reprodução de tradições da terra de origem
ü Define uma identidade
ü A pessoa pertence a um grupo singular e não bipolarizado como a transnacionalidade

Então há de facto uma relação pois a etnicidade tem como um dos alimentos a transnacionalidade. As pessoas só sentem necessidade de ser étnicas quando estão fora do seu pais mas sobretudo quando trazem ideias e praticas do seu pais de origem que são actualizadas pelo contacto. Numa fase inicial a etnicidade não pode existir sem ser transnacional mas com o tempo a etnicidade autonomiza-se da Transnacionalidade.

Esquematicamente explicamos esta relação:
1. No início a etnicidade é favorecida pela Transnacionalidade
2. O tempo fortalece o grupo étnico e faz diminuir a Transnacionalidade
3. Poderá haver um retorno ou uma completa assimilação.

Esquema final!
1. Transnacionalidade
2. Etnicidade forte
3. Persistência da etnicidade acompanhada de mobilidade ascendente
4. Etnicidade reactiva assimilação descendente
5. Formas de etnicidade intermédia (identidade hifenizada e etnicidade simbólica)
6. Assimilação ascendente clássica
7. Revivalismo étnico.Etnicidade e transnacionalidade não são oppostas existem dentro de vareias tendências possíveis no tempo.

Em Portugal:
Trasnacionalidade – brasileiros e pessoas de leste
Etnicidade fdorte - palops
Mobilidade ascendente – ismaelitas
Etnicidade reactiva - africanos.

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