Biografia - Bronislaw Malinowski
Bronislaw Malinowski nasceu em Cracóvia, Polónia, a 7 de Abril de 1884. De descendência aristocrata nasceu no seio de uma família com interesses culturais e académicos, que certamente contribuíram para o êxito que este teve nas áreas que se envolveu.
Começou por estudar matemática e física, mas ao ler “The Golden Bough” de James Frazer o seu interesse por antropologia despertou, e foi já em Londres, na escola de economia e estudos políticos que este procurou desenvolver o seu trabalho neste campo.
Entre 1915-1918 realizou a sua primeira monografia etnográfica na Nova Guiné, em que o método (trabalho de campo e observação participante) constituiu um importante passo para o estudo antropológico, e deste trabalho surgiu, em 1922, o livro os “Argonautas do pacifico oeste”. Apesar de ser este o seu maior e mais valioso trabalho de campo, Malinowski trabalhou também com tribos da Austrália, do Arizona, da África oriental e do México.
Dividindo-se entre o trabalho de campo e o de professor, este passou pela Universidade de Londres , Universidade de Cornell, Universidade de Harvard e pela Universidade de Yale. Ainda no desenvolvimento do seu trabalho, na área da antropologia cultural formulou uma tese sobre o Funcionalismo.
Os argonautas do pacifico ocidental
A monografia “Os argonautas do pacífico oeste” é o produto final do trabalho de campo levado a cabo por Bronislaw Malinowsky aquando da sua estadia durante um período de dois anos e meio distribuído por três expedições nos vários distritos da nova Guiné, trabalho que no total durou cerca de seis anos a realizar, 1914–1920. O grosso do estudo é feito essencialmente nas ilhas Trobriand na parte este da nova Guiné.
As três fazes do método
1- Método de documentação estatística por prova concrecta
2- Tipo de comportamentos (imponderabilidade da vida actual)
3- Busca da mentalidade do nativo e dos seus modos de pensar e sentir
Apresentação da obra
O essencial desta obra prende-se com a apresentação do método e com a efectivação do mesmo na concretização da própria monografia que se encontra deveras de acordo com o método proposto. A obra centra-se em todo o processo que envolve o kula.
O kula é uma de troca de bens inter-tribal entre populações de várias ilhas a norte e este da Nova Guiné. Estas trocas são realizadas num circuito fechado entre os habitantes de ilhas vizinhas. O kula é sobretudo um meio de socialização em que está implícito uma parte cerimonial e uma parte comercial, da qual a magia faz parte para esta ser bem sucedida.
Do ponto de vista do autor, para se estudar um determinado fenómeno social, a observação directa não é suficiente, é necessário conhecer todos os detalhes que o antecedem bem como as pessoas que o envolvem. Deste modo o que o autor fez, foi nos dar a conhecer a complexidade que envolve o Kula, através do relato do dia-a-dia da tribo das ilhas Trobriand, que envolve áreas de conhecimento sobre a sua forma de economia, política, lazer, crenças, mitos, magia, entre outras, que só é perceptível no acompanhamento diário dos nativos, na participação da sua vida social e observação dos seus comportamentos perante as situações que se lhes apresentavam. Desta forma ficamos a conhecer todos os passos para se fazer uma canoa, incluindo a magia que lhe está inerente, bem como as relações entre as tribos, as suas semelhanças e diferenças tanto físicas como comportamentais, e uma variedade de fenómenos que vão formando o puzzel que origina o Kula.
O essencial do Kula
· É uma forma de troca de bens inter-tribal entre populações de várias ilhas a norte e este da nova Guiné.
· Os bens trocados não são de primeira necessidade, são decorativos, supérfluos.
· Trocas são realizadas em circuito fechado.
· Circulam nesse circuito 2 tipos de bens (vaygu’a)
Os soulava = colares de conchas vermelhas que rodam no sentido dos ponteiros do relógio
Os mwaya = braceletes de conchas brancas que rodam no sentido oposto aos ponteiros do relógio. E nunca voltam em direcção oposta
· Estes elementos estão sempre a girar de ilha para ilha ficando na posse dos nativos entre um a 2 anos nunca mais.
· Os valores do kula não pertencem a ninguém, não têm valor absoluto.
· Movimentos regidos por regras ancestrais adicionais acompanhados de ritos e magia
· Existem parceiros fixos e vitalícios para o kula que se comportam como amigos dando segurança uns aos outros quando estão em terras estranhas. As jóias não têm valor monetário nem podem ser vendidas

3 Comments:
oi!!Eu também faço Ciências Sociais..e estou estudando no momento Malinowsniki...gostaria de saber mais sobre como é hj estar formada nesse curso...vc fez licenciatura ou bacharelado?
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Niseloka, at October 29, 2009 at 4:10 PM
é interessante como malinowski descreve suas viagens como ele passou a intender a vida na audeia e como ele procedeu com seus estudos aconselharia aler o livro
argonaltas do pacifico ocidental
FILIPE SIULVA RODRIGUES, CIÊNCIAS SOCIAIS PRIMEIRO PERIODO UNIR-RONDÕNIA
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LIPE UNIR, at May 28, 2010 at 11:06 AM
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Rebeca Bieber, at October 10, 2014 at 4:07 AM
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